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Para Sempre Alice | Crítica

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A vida é preciosa, e as lembranças proporcionadas por ela, o são ainda mais. Esta é uma das lições deixadas por  Para Sempre Alice  (Still Alice, EUA, 2014), um dos filmes mais belos, tristes e emocionantes que você verá este ano - ou em qualquer ano. Julianne Moore é Alice Howland, uma renomada professora de linguística da Universidade de Columbia e uma premiada autora de livros acadêmicos, que é diagnosticada com o Mal de Alzheimer, de um tipo raro da doença, desenvolvida precocemente - Alice tem somente 50 anos - e transmitida por via genética, o que é ainda mais raro. Sua condição se deteriora rapidamente, e Alice se encontra em uma situação para a qual ninguém jamais estará preparado: a perda, não somente da memória, mas também da capacidade de levar um raciocínio até o fim. Os diretores Richard Glatzer e Wash Westmoreland retratam o desaparecimento da mente de Alice em tons de amarelo, por vezes levemente desfocados, o que causa, em alguns momentos, algum desconfo...

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros | Crítica

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Não é tarefa fácil dar prosseguimento a uma série querida por milhões de pessoas em todo o mundo, ainda mais se o cara que originou tanto afeto foi Steven Spielberg. Mas se tem uma coisa que se pode falar sobre Spielberg, é que o cineasta é generoso. Não é a primeira vez que ele lança um novo diretor, basta lembrarmos de Robert Zemeckis e Joe Johnston, ambos cineastas que tiveram seus primeiros filmes apadrinhados pelo mestre. Em   Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros  (Jurassic World, EUA, 2015), o afilhado da vez é Colin Trevorrow, que já mostrou seu talento como diretor independente em   Sem Segurança Nenhuma , de 2012, mas aqui ganha a chance de estar pela primeira vez como responsável por um genuíno blockbuster. Concebido como uma forma de apresentar a franquia bilionária a uma nova geração de possíveis fãs,   Jurassic World  acerta ao equilibrar homenagens ao filme original de 1992 com ideias e personagens novos. A grande diferença em relação às tr...

Agora no seu videocassete: perfil no Instagram imagina filmes e séries atuais lançados em velhas fitas VHS

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Todo mundo com mais de 25 anos se lembra do ritual: final de semana era tempo de correr para a locadora, torcendo para que aquele último lançamento ainda não tenha sido alugado! Quando a gente chegava lá, alguém tinha aparecido primeiro e levado sucessos das locadoras como O Advogado do Diabo  e Um Sonho de Liberdade . Tendo um maravilhoso toque de nostalgia, um perfil no Instagram criou capas incríveis para fitas VHS, imaginando como seria ver filmes e séries atuais de sucesso no formato que tomou conta de nossas vidas por mais de 20 anos. Estou falando do Timeless VHS , que usa os recursos atuais para reimaginar filmes como Interestelar  e Gravidade , além de séries como Game of Thrones  e Breaking Bad. As fitas têm aquela aparência desgastada, com as bordas roídas e um visual retrô admirável. Confira as imagens:

Ex Machina | Crítica

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Não são poucos os filmes que já discutiram o tema da inteligência artificial. De Fritz Lang a Steven Spielberg, inúmeros diretores já se debruçaram sobre o assunto, que tem rendido obras-primas e lixos cinematográficos. Ex Machina  (Reino Unido, 2015), felizmente, é um dos filmes memoráveis da lista. Alex Garland, que já roteirizou Dredd  (2012),  Não Me Abandone Jamais (2010) e Sunshine: Alerta Solar  (2007), além de ter escrito o livro que deu origem ao drama tresloucado A Praia (2000), estreia como diretor nesta história singular que questiona o que, afinal de contas, faz de nós humanos.  Caleb (Domhnall Gleeson, de Questão de Tempo ) é programador em uma gigante empresa de tecnologia - uma espécie de Google - que é sorteado para passar uma semana de estágio com Nathan (Oscar Isaac, de Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum ), o recluso CEO da companhia, em sua casa misteriosa e isolada nas montanhas. Ele não faz ideia do que fará ali, até q...

O Jogo da Imitação | Crítica

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Se você é daqueles que ficam enchendo a paciência do (a)  professor (a) de matemática com perguntas do tipo "Pra que serve isso?" ou afirmações como "Eu nunca vou usar isso", assistir a  O Jogo da Imitação (The Imitation Game, EUA/Reino Unido, 2014) pode te fazer mudar de opinião. A matemática é a heroína principal do filme. Isso porque os aliados a usaram para ganhar a 2ª Guerra Mundial. É isso mesmo, a maior de todas as guerras não foi vencida nos campos de batalha, mas em um laboratório com meia dúzia de gênios matemáticos, criptólogos e estatísticos que, liderados por Alan Turing (Benedict Cumberbatch), quebraram o código criptografado dos nazistas, chamado de Enigma, que era usado para enviar comunicados às tropas chucrutes. Turing é um desses heróis desconhecidos que enfrentou tudo e todos em nome de uma visão lógica, uma dessas coisas que acontece muito raramente e que tem a capacidade de mudar o mundo. O que há de espetacular na vida de Alan Turing ta...

Mad Max: A Estrada da Fúria | Crítica

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Quando o quase desconhecido Mel Gibson vestiu uma jaqueta preta de couro para perseguir a gangue de motoqueiros que matou sua mulher e sua filha no longínquo ano de 1979 no primeiro Mad Max , um pequeno filme australiano (orçado em menos de 700 mil dólares), ele com certeza não imaginava a mitologia que estava ajudando a criar, que ecoaria até 2015, com o lançamento (e o ressurgimento) de Mad Max: A Estrada da Fúria . Duas sequências e 36 anos separam aquele road movie desta releitura, mas os anos parecem não ter passado no que diz respeito a habilidade do diretor George Miller - responsável por todos os filmes da série - de impressionar o público. A Estrada da Fúria  é grandioso, minucioso em detalhes que talvez só sejam percebidos em uma segunda sessão, e visceralmente divertido. Desta vez, o dono da jaqueta é Tom Hardy (o Bane de  Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge ), que começa o filme sendo capturado por estranhos, que o levam para um lugar chamado de Cidadel...

Clássicos Inesquecíveis #1: Bonequinha de Luxo (1961)

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Alguns filmes têm um apelo inexplicável. Conquistam-nos por detalhes que não identificamos, ou que nem nos importamos em identificar. Não nos interessa se são filmes importantes para a história do cinema, se tiveram aclamação da crítica ou se ganharam algum prêmio. O que importa é que, para nós, são inesquecíveis. Com Bonequinha de Luxo  (Breakfast at Tiffany's, EUA, 1961) é mais ou menos assim, exceto por se tratar de um clássico segundo a crítica, tendo conquistado prêmios e arrebatado multidões em todo o mundo. Mesmo tendo se passado 54 anos desde a estreia, a comédia romântica de Blake Edwards, baseada no romance de Truman Capote, ainda é amada e permanece no imaginário do público, que viu, neste filme, a imagem eternizada de uma frágil Audrey Hepburn. A atriz seria reconhecida por este papel até o fim da vida. O papel em questão é o de Holly Golightly, uma jovem vinda do interior que mora em Nova York, o lugar onde realizará o sonho simplório de se casar com um homem ri...