Rock In Rio 2013: Dias que não deixaremos para trás - Parte 1

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Plínio Barboza (@Plinio_Barboza), do Rio de Janeiro



Fotos: Plínio Barboza/Instagram (@Plinio_Barboza)

E mais uma vez voltamos à Cidade Do Rock, desta vez num novo contexto para esse ser que vos escreve, mas que será explicado em outra oportunidade.
Para mim o Rock In Rio começou no dia 14, segundo dia do festival que teve no seu lineup no Palco Sunset: BNegão e Autoramas, Marky Ramones e Michale Graves, Tributo a Raul Seixas conduzido pelo Detonautas, The Offspring e Saints Of Valory; já no Palco Mundo o lineup foi: Capital Inicial, 30 Seconds To Mars, Florence and the Machine e Muse.
Antes de contar minhas impressões dos shows, gostaria de dizer que assistir os shows do Palco Sunset realmente é lindo, o visual do por do sol a paisagem que cerca a cidade do rock; nao é só mais um show, é uma experiência inesquecível, no quesito organização a entrada foi meio tumultuada, mas de resto foi tudo muito bem organizado, como tem que ser.
Vamos aos shows do Palco Sunset:
BNegão e Autoramas - abriram os trabalhos na cidade do rock e infelizmente não pude ver o show porque estava na fila para entrar, mas ouvi tudo! BNegão tocando seus hits da carreira solo como Funk Até o Caroço, Dança do Patinho e também aproveitando a volta do Planet Hemp tocando algumas músicas da banda. O Autoramas tocou seu rock para dançar com a pegada rockabilly de sempre, sem esquecer de tocar I Saw You Say (sim, aquela que todo mundo pensa ser dos Raimundos.), mais não posso falar, por estar na fila de entrada.
Marky Ramone e Michale Graves - esse era o segundo show que mais queria ver no Sunset, infelizmente mais um show que ouvi da fila, o setlist se resumiu aos hits do Ramones "Pet Semetery", "I wanna be sedated", "Rockway Beach" e por aí vai, pelo fato de Michale Graves ser ex-vocalista do Misfits achei que poderia rolar umas da banda, mas ficou só no Ramones mesmo (o que é muito bom).
Viva Raul Seixas - tributo conduzido por Tico Santa Cruz e seu Detonautas que contou com a participação de Zélia Duncan, Zeca Baleiro e Arnaldo Brandão. Eu não gosto de Tico e nem do Detonautas mas tenho que dar o braço a torcer, o show foi muito bom. Apesar de Tico e seu messianismo político atrapalharem, o show contou com as músicas mais conhecidas do Maluco Beleza mesclado com outras menos conhecidas. Não vi o show todo porque Tico atrapalhou, e muito, a experiência. Aproveitei para ir na Rock Street onde tocava a Rock Street Big Band com músicas celtas, um belo show.
The Offspring - amigos! Esse foi O SHOW do Palco Sunset, minha adolescência tava ali com "Why Get a Job", "Kids aren't right", "Pretty Fly" enfim, nostalgia pura! O que prejudicou o show foi o som, que estava muito ruim, mas a vibe da galera compensou tudo.
Saints Of Valory - banda indie nova, com vocalista brasileiro.  Quando vi o anúncio dessa banda de última hora, fiquei curioso de ver o som deles ao vivo, e confesso que me surpreendeu... sonzeira com uma pegada meio Kings of Leon, tem vídeos bem feitos no YouTube, vale a pesquisa.

No Palco Mundo aconteceu o seguinte:
Capital Inicial - bem, é isso, Dinho e seus discursos políticos sem conhecimento de causa (ele deveria pegar umas aulas com Tico Santa Cruz), o setlist da banda com aquelas músicas de sempre, já que eles não lançam nada que preste faz tempo, aproveitei  pra dar um rolê na Rock Street e ver os vínis que estão vendendo nos estandes.
30 Seconds To Mars - com certeza absoluta de esse show ter sido a melhor presença de palco de todo o festival, Jared Leto (como bom ator que é) soube manter todas as atenções voltadas para ele, com direito a bandeira do Brasil, açaí e descer na tirolesa no meio do show (chupa Janelle Monae), não vi todo o show, porque chocou com o do Saints Of Valory no Sunset. Fiquei meio decepcionado pelo fato de que a banda ao vivo nao tem o mesmo peso dos CDs, além de não terem tocado Kings And Queens, mas nem tudo são flores. Bom show, recomendo.
Florence and the Machine - antes de mais nada, deixo claro aqui que, para mim, Deus é mulher, ruiva, linda e encarnada em Florence Welch.  O que falar do show de Florence and the Machine? Perfeito? Lindo? Sim, meus amigos, foi isso tudo e muito mais. Assim como Jared Leto, Florence Welch soube hipnotizar a plateia. Entrou descalça, com um visual que lembrava uma fada tocando o repertório de Lungs e Ceremonials e, como era de se esperar, encerrou com Dog Days Are Over. Um detalhe interessante, os fã clubes de Florence and the Machine são as mais lindas ruivas e com flores na cabeça. S2
Muse - o editor do blog que me perdoe, mas...foi o show mais FODA da noite do dia 14! Que show, amigos! Telões, luzes, peso, barulho! Muse arrebentou, apesar da frieza no "relacionamento" com o público, os caras tocam muito! Me arrisco a dizer que no quesito banda de arena, eles tem potencial para serem o próximo U2. Precisam ser mais megalomaníacos como o Coldplay. Fiquei com vontade de ver um show solo deles sem essa questão de estarem presos a um festival. Confesso que fui às lágrimas ao ouvir Knights Of Cydonia ao vivo, que coisa linda.
Bem, esse foi um resumo do dia 14 - não muito bem escrito e nada imparcial. Foram minhas impressões. Dias 19, 20 e 21 estarei de volta à Cidade do Rock.

P.S.: esqueça esse mimimi de que o Rock In Rio não tem rock, TEM SIM! Além do que é só um nome de um festival de música, a experiência de estar lá é coisa de outro mundo. Recomendo que você vá a pelo menos um dia.